Orelha
Quando Antonio K.valo, Gibran Teixeira e Thiago Jatobá se encontram para falar de música!
O MELHOR DISCO ROCK DE MúSICA ELETRôNICA
Categories: Electronica, Rock

 

Ahn?! É, gente, é isso mesmo…

Olha, que os anos 80 voltaram, a gente já sabe há pelo menos 10 anos… Mas me parece que depois do surto PLOC e de todo o retorno do lodo musical (que já era lodo musical na época), começamos a nos lembrar de que nem tudo estava perdido na “década perdida” (como alguns gostam de tratar!).

O Groove Armada parece ter entendido isso quando pensou nesse seu Black Light, 9º disco dos ‘amigues’ ingleses Andy Cato e Tom Findlay. Esse álbum é o sucessor da coletânea lançada em comemoração aos 10 anos de carreira dos rapazes em 2007 e parece ter incorporado o espírito mainstream de Soundboy Rock, também de 2007, com a alma synth que já haviam apresentado em Lovebox, de 2002.

Feito todo na base do featuring, o disco abre com  uma porrada sonora, “Look Me In The Eye Sister“ que já faz logo a gente lembrar da tia Siouxie, mas na real quem dá o sangue e a voz na canção é Jess Larrabee, vocalista de uma banda nova-iorquina chamada She Keeps Bee , que embora não cite titia entre suas influencias no Myspace, não tem como negar que ouviu muito “Cities in Dust” antes de arriscar uns vocais. A vibe muda um pouco, mas a menina também é a voz de outras duas musicas no disco: “Just For Tonight” e “Time & Space“, nesta ultima dividindo vocais com SaintSaviour  , descolada cantora inglesa que fez também uma lindíssima versão para “Love Will Tear Us Apart”.

Fall Silent” tem Nick Litllemore soltando a voz. Pra quem não ligou o nome a pessoa, o rapaz é a segunda parte do duo Empire of the Sun e também frontman do Pnau, duas bandinhas já citadas e que o cafofo do ORELHA não para de tocar e são presenças certas em nossos recentes DJ sets. Dele também são os vocais de “Not Forgotten“, “Cards To Your Heart” e “Warsaw“.

A cereja do bolo fica por conta do (nosso) amadíssimo Brian Ferry, que põe sua franja indefectível, seus ternos bem cortados e a bela voz em “Shameless“. Única musica cantada por ele, é dessas musicas de pista, de cervejinha com os amigos, de dançar abraçadinho, de sensualizar como se não houvesse amanhã… porque não?

Bom, depois de ouvir esses feats. “looshooósos” sacados pelos meninos do G.A. e o clima pós-punk-pop-new-wave-romantic-glam das bases impecáveis, você há de concordar com este que vos escreve: as fronteiras entre o rock e o eletrônico estão cada vez mais tênues… e o Groove Armada faz questão de não focar de fora dessa!

Thiago Jatobá

Leave a Reply