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	<title>Orelha &#187; Electronica</title>
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	<description>Quando Antonio K.valo, Gibran Teixeira e Thiago Jatobá se encontram para falar de música!</description>
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		<title>Na Graça do The Rapture</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 21:49:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Houve um tempo, lá por 2003, em que a calça colorida era &#8220;novidade&#8221; e supercool&#8230; Foi o momento em que o passo definitivo para selar a paz entre o rock e a música eletrônica (de que a gente vive falando aqui) se deu. Adiante, em 2006, criou-se a alcunha &#8220;new rave&#8220;, estabelecendo assim uma analogia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Houve um tempo, lá por 2003, em que a calça colorida era &#8220;novidade&#8221; e supercool&#8230; Foi o momento em que o passo definitivo para selar a paz entre o rock e a música eletrônica (de que a gente vive falando aqui) se deu. Adiante, em 2006, criou-se a alcunha &#8220;<em>new rave</em>&#8220;, estabelecendo assim uma analogia entre os jovens coloridos e divertidos que faziam rock pra dançar com seus &#8220;tios&#8221; dos 80 da <em>new wave </em>e com o movimento<em> rave. </em>Hoje, não se fala mais nisso, persistiram para as bandas de hoje os rótulos &#8220;eletrorock&#8221;, &#8220;<em>synthpop&#8221; </em>e até <em>disco-punk. </em>E a calça colorida? Bem, dela melhor nem comentar, né&#8230;</p>
<p>Todo esse preâmbulo é pra ilustrar a cena na qual surgiu a banda tema desse texto. Os novaiorquinos do The Rapture foram alguns dos precursores do movimento com o single &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6HP04nfUi4g">House of Jealous Lovers</a>&#8220;, megahit em 2003, seguido do álbum de estréia <em>Echoes</em>. Em 2006, veio o segundo, <em>Pieces of the People </em><em>We Love</em>, que, tão bom ou melhor que o primeiro, acabou passando meio batido na enxurrada de bandas do estilo na ocasião. Agora, com um respiro de 5 anos, eles voltaram. E muito bem. E tem show deles no Circo, pelo Queremos, no dia 27 de janeiro, junto com o francês fofo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6okxuiiHx2w">Breakbot</a>. Então, leia, ouça e vá dançar com a gente!</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/12/IN-THE-GRACE-OF-YOUR-LOVE-The-Rapture.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-566" title="In the Grace of Your Love-The Rapture" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/12/IN-THE-GRACE-OF-YOUR-LOVE-The-Rapture.jpg" alt="" width="350" height="350" /></a></p>
<p><em>In the Grace of Your Love </em>não pretende inaugurar ou mesmo pertencer à nenhuma &#8220;nova onda&#8221;. Pelo contrário, parece fazer um passeio pela música pop e rock dos últimos 50 anos. O álbum abre com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=HoAEMaYolNI&amp;ob=av2n">Sail Away</a>&#8220;, grandiosa, aliando uma vibe <em>brit pop </em>ao apelo dançante da <em>disco</em>, presente, aliás, em quase todas as faixas seguintes. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lgZ7Jo1cE_w">Miss You</a>&#8221; é rock de palminha, enquanto &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=4TBjG_d4R0s">Blue Bird</a>&#8221; esboça uma releitura da psicodelia sessentista/setentista, meio como fez o MGMT em seu segundo disco. Releitura essa que é aprofundada magistralmente em &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=2ZIDXgP5BLA">Rollercoaster</a>&#8221; e que combina perfeitamente com o vocal levemente anasalado de Luke Jenner.  &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=hVHjwAwZdNk">Come Back To Me</a>&#8221; vem dividida em duas partes: a primeira, algo como uma divertida versão gringa do tecnobrega tupiniquim, graças a um irresistível  loop de acordeon; lá pelo minuto 3, ela vira um house &#8220;sério&#8221;, mais seco. Uma das melhores, bem como a deliciosamente <em>disco </em>&#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Grs1OEAj3bU">How Deep is Your Love</a>&#8220;, cujo refrão viciante não sairá de sua cabeça, garanto. Além disso, temos a sensual<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0d_ijro_PPQ"> faixa-título</a>, com muito ombrinho, guitarras, sedução e falsete. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dGcRrNktKWc">It Takes Time to be a Man</a>&#8221; é a bela surpresa <em>soul qu</em>e fecha essa viagem musical. Sem dúvida o melhor trabalho do The Rapture, esse é um álbum para se ouvir do começo ao fim. Não importa se você é mais <em>indie</em>, um clássico roqueiro, viciado em pista de dança, hipponguinha&#8230;, tem pra todos, escolha sua favorita. Convencemos? Te esperamos no show!</p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
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		<title>Obra e Vida de Metronomy em 3 discos</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jul 2011 15:06:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Coincidências movem o mundo&#8230; Enquanto escrevia esse texto sobre o Metronomy (minha mais nova banda predileta) recebo a notícia que eles viriam pro Rio no ótimo projeto Queremos. Pra quem não conhece, surge um rápido guia “Para Saber Mais”. Para os já apaixonados como eu, uma “Retrospectiva dos Melhores Momentos”! O Metronomy começou como um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/07/metronomy.jpg"><img class="size-full wp-image-552 alignright" title="metronomy" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/07/metronomy.jpg" alt="" width="425" height="230" /></a></p>
<p>Coincidências movem o mundo&#8230; Enquanto escrevia esse texto sobre o Metronomy (minha mais nova banda predileta) recebo a notícia que eles viriam pro Rio no ótimo projeto <a href="http://queremos.com.br/show/18-METRONOMY">Queremos</a>. Pra quem não conhece, surge um rápido guia “Para Saber Mais”. Para os já apaixonados como eu, uma “Retrospectiva dos Melhores Momentos”!</p>
<p>O <a href="http://www.metronomy.co.uk/">Metronomy</a> começou como um projeto experimental do multi instrumentista e produtor Joseph Mount paralelo às bandas em que tocava. Junto com Oscar Cash nos teclados e saxofone e Gabriel Stebbing<em> </em>também nos teclado e no baixo, o trio começou a tocar no começo da década de 90 em apresentações na universidade usando um computador velho que o pai de Mount lhe dera. Era um som com influências de Devo, Bowie, NERD e Pavement, e logo ficou conhecido pelos remixes oficiais e não oficiais para <a href="http://www.youtube.com/watch?v=aCGmHdJIQMY">Gorillaz</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GgnB4yyOoEg">Architecture in Helsink</a>i, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=0_ZZs5BdMUg">Sebastian Tellier</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6noHo9veGbc">Kate Nash</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=j_uk0gcfbV4">Britney Spears.</a> Em 2005 eles lançam seu primeiro single, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dBb0zSmNevY">You Could Easilly Have Me</a>&#8221; e no ano seguinte o disco <em>Pip Paine (Pay The  £5000 You Owe) </em>, que ainda contém a ótima &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=NETgvfOELog">This Could be Beautiful (It Is)</a>&#8221; que também está contida no primeiro disco da Kitsuné, selo francês que já falamos <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/07/08/orelha-que-veste-2-kitsune/">aqui</a>. Inclusive, por falar em <em>Kitisuné</em> e remix, o <em>Metronomy</em> está na edição 03 do <em>Maison Compilation</em> em um remix para o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PW06L7Jpu5M">Dead Disco</a><em>.</em> O disco, todo instrumental exceto por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=U2h3LDRG-mw">Trick or Treatz</a><em>,</em> oscila entre um experimento eletrônico e um pop com forte influência no rock dos anos 70, principalmente pelo baixo de poucos acordes e o teclado com som de “velhinho”. É um excelente disco que deixa claro que os meninos ingleses que originalmente chamavam suas apresentações de d<em>ance-meets-rock</em> são grandes músicos. Em 2007, já com o selo próprio Need Now Future<em>,</em> o Metronomy lança o single &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=qi6JdELgrxA">Radio Ladio</a>&#8221; que mostra a versatilidade dos rapazes. A música é animada e com letra. Continua o mesmo experimentalismo do trabalho anterior, mas agora os instrumentos acústicos ganham mais vida e eles ficam com mais cara de banda. Em 2008 é lançado o disco <em>Nights Out</em>, e reforça a idéia dita anteriormente sobre ser mais orgânico. O carro chefe com certeza é a bateria acústica, que deixa tudo com mais cara de rock-encontrando-dance. Ainda conta com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=h_V8HiDxqgA">Heartbreaker</a>&#8220;, uma balada de rock com cara de 80 a lá <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jUZRyqdOseQ&amp;playnext=1&amp;list=PL40E8204639EB5F48">B-52’s</a> que não deixa ninguém sem vontade de cantar o refrão e bater palminha! Vale lembrar que a mesma tem um remix do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=XXuVNXcNHs8">Kris Menace</a> excelente&#8230;</p>
<p>Mas é em 2009 que o Metronomy entra numa fase nova que muda radicalmente seu conceito. Stebbing deixa o grupo para se dedicar a seu novo projeto, Your Twenties. É quando o baixista Gbenga  Adelekan entra junto com a baterista e vocalista Anna Prior e o, agora, quarteto lança em 2011 o que se pode considerar melhor trabalho deles, <em>English Riviera</em>. É um disco exemplar que mantém o conceito multidisciplinar e eletrônico de Mount, mas é bem menos experimental e mais dançante. A bateria de <em>Prior </em>é visivelmente uma mudança significativa do som e o baixo de Adelekan transparece uma maturidade que a banda está passando. Ao contrário dos outros dois discos, esse é inteiramente ótimo. Todas as músicas funcionam muito bem e não existe momento ruim. É daqueles discos que quando você ouve uma vez não consegue parar de escutar. E tem que ser todas as faixas, uma a uma.</p>
<p><em>English Riviera</em> começa com uma vinheta homônima com barulho de mar, gaivota e vento que emenda com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=d9ThSt16c5k">The Broke Free</a>&#8220;. Tem ar de “praia-de-lugar-gelado”, talvez mesmo como a orla inglesa deva ser&#8230; É bonito, leve a acima de tudo muito maduro. E para mostrar logo que as mudanças vêm para o bem, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8PoYEpxxQcM">Everything Goes My Way</a>&#8221; traz o vocal de Prior num dueto com Mount de deixar qualquer um bobo de felicidade. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OUmI7XJQfSU&amp;feature=related">The Look</a>&#8221; mantém esse clima e entra num fade in junto com o fade out da anterior. Elas se cruzam, é um encontro extremamente positivo do disco. Tem uma balada deliciosa, guitarra fascinante e a bateria de Prior obrigando a gente a mexer os ombrinho com seus pratos. O disco continua com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ntVV3dTo-qw&amp;feature=related">She Wants</a>&#8220;, sombria e deliciosa.  É <em>Brit Pop </em>sem ser óbvio, tem uma letra linda e um clipe fantástico. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=O5pQtX9vgJk">Trouble</a>&#8220;, não é um problema, muito pelo contrário, é uma balada de dançar agarradinho. Flerta com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kIrcxGdyUdk&amp;playnext=1&amp;list=PL705D3723601EA8BF">Toni Bennett</a> e dá vontade de escutar com uma big band de fundo. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=9PnOG67flRA&amp;feature=related">The Bay</a>&#8221; traz os barulhinhos tradicionais deles, mas deixa espaço para o novo baixista mostrar a que veio.  &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fySjPHlNd0c">Loving Arm</a>&#8221; continua essa vibe que é a cara do Metronomy, as estranhezas eletrônicas. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=LeUzpJcCq7g">Corinne</a>&#8221; é rock puro. Tem o teclado mais apaixonante do disco e refrão no falsete que fica se repetindo, repetindo e repetindo. &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0Hpd683Vhpc">Some Written</a>&#8221; é outra de Toni Bennett. Tem cheiro de anos 60, rímel borrado e coque banana. E para finalizar, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pnbtQN-MGmw">Love Underlined</a>&#8221; é tudo ao mesmo tempo. Dançante, rock, vintage, eletrônico, experimental, linda e apoteótica. Se precisasse de uma música para explicar o que o Metronomy é, com certeza seria essa. Soa com maestria todos os elementos que formam essa que já pode ser considerada uma das bandas mais inovadoras dos últimos anos. Sem exagero, que eles tenham ainda muitos anos pela frente, e sem medo de se reinventar. Experimentar de tudo e ser cada vez mais única. Ter identidade, DNA e brincar de ser a banda que quiser. Aguardo ansiosamente pelo show deles.</p>
<p><em>Antonio K.valo</em></p>
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		<title>A Herança do Maximal</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 04:07:17 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem se lembra da onda do maximal, que bombou em 2007/2008? O estilo ganhou essa alcunha irônica como uma resposta à monotonia do minimal, que vinha assolando as pistas de dança na ressaca do electro, que veio depois do&#8230; Ok, sem delongas. A gente sabe que, como em qualquer arte, na música eletrônica também se sucedem as &#8220;escolas&#8221;. A diferença é que os ciclos são cada vez mais curtos hoje.  O maximal chegou botando pra quebrar, ao unir o bate-cabeça do rock&#8217;n'roll e muita guitarreira suja com synths alucinados, bases pesadas e um futurismo retrô herdado diretamente do Daft Punk, me arrisco a dizer (aliás, maior expoente dessa cena, os franceses do Justice são chamados pelos Orelha de filhos desses conterrâneos robóticos). Justice que, por sua vez, gerou um monte de &#8220;filhos&#8221;, alguns muito bons, outros farofa pura, como sempre&#8230; A cena, como era de se esperar, esgotou-se tão rápido quanto surgiu, não sem antes influenciar de um tudo, até os insuportáveis do Black Eyed-Peas. (argh)</p>
<p>Bem, e como ficou toda a galera que apareceu nessa efervescência? Eis o tema desse post. Nesse primeiro de semestre de 2011, foram lançados álbuns de três figuras relevantes da cena, mostrando que, quando é bem feito, o maximal pode ultrapassar seus quinze minutos&#8230;</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/siriusmo-mosaik-3.23.2011.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-539" title="siriusmo-mosaik" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/siriusmo-mosaik-3.23.2011.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>O primeiro deles foi a estréia do alemão  Moritz Friedrich, vulgo  Siriusmo, <em>Mosaik</em>, cujo título fala tanto sobre o maximal quanto sobre esse disco. It´s all about colagens mesmo&#8230; Os hits que o tornaram conhecido (bem como seus excelentes remixes) no auge do maximal estão lá, como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=NdmwPadDlgQ">High Together</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=y0RTNzF26QE">Nights Off</a>&#8220;, músicas cuja qualidade lhes garante vida longa. Mas as novidades é que são o especial desse álbum: &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=2tuALmXsPSY">Sirimande</a>&#8221; é maximal clássico, a não ser por uma guitarra espanhola de deixar Lindstrom &amp; Prins Thomas com vergonha, que vem e vai embora sutil &#8211; só pra lembrar que o moço não tá de bobeira -, e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=7mdpz5z8I4I">Idiologie</a>&#8221; atualiza aquele gostinho vintage-cinematográfico a la Giorgio Moroder, sempre presente na cena. Entretanto, &#8220;A&#8221; faixa é &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5OfoY3kiejE">Einmal In Der Woche Schreien</a>&#8220;,  (que passou despercebida no ep <em>Plasterer of Love</em>, de 2010) com o indefectível vocal fatiado, outra marca do maximal. Se fosse só isso, já tava ótimo, mas não dá pra resistir ao momento funk PERFEITO, lá pelo minuto 1:54. Já pro nosso coraçãozinho! Os vocais e o pianinho viajante fazem de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=12tfyBeGRh4">Goldene Kugel</a>&#8221; também digna de nota. O disco sofre de um problema recorrente no trabalho de muitos produtores &#8211; o excesso de faixas &#8211; mas, ao fim das 17, o que fica mesmo são os melhores momentos do trabalho.</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/sebastian-total-300x298.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-540" title="sebastian-total" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/sebastian-total-300x298.jpg" alt="" width="300" height="298" /></a></p>
<p>Passemos agora ao segundo álbum dessa trinca valiosa: o francês Sebastian Akchoté, ou simplesmente SebastiAn, cria da Ed Banger Records, não por acaso gravadora do supracitado Justice e casa do maximal, por excelência, lançou em maio seu <em>début, </em>cuja capa, deliciosamente ambígua, por si só já incita uma conferida. Em <em>Total</em>, talvez por ter tanto material ao longo de 6 anos de carreira, SebastiAn também peca pelo número de faixas (22, incluindo <em>intro, outro </em>e interlúdios). Mas, outra vez, isso não é a informação mais relevante sobre a obra. Aqui, a atmosfera é <em>disco</em>, se fecharmos os olhos em alguns momentos, podemos ver meias de lurex pra lá e pra cá&#8230; Assim, o destaque é a dobradinha &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MO7vb8QX7WI">Love In Motion</a>&#8220;, com vocais do fofo Mayer Hawthorne (quase irreconhecíveis de tão filtrados) numa combinação muito bem-sucedida de soul com<em> </em>maximal e o <em>vocoder</em> suingado de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=awtiZEiiAE8">Embody</a>&#8220;. O clipe desta reproduz muito bem o clima <em>dancing-everywhere. </em>Sem falar de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3eyqJNKiUOQ">Arabest</a>&#8220;, que segue no reino do globo de espelhos. Ainda temos a participação estrelada de M.I.A., na suja &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Sdl3YgcBcyU">C.T.F.O</a>&#8220;, que convenhamos, não é lá essas coisas&#8230; Outras boas sacadas são a cítara/8-bit de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UHacfI9sMPk">Tetra</a>&#8221; e a picotada &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fsN_GUJuaTM">Yes</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/20110526_toxic_avenger_angst.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-541" title="toxic avenger_angst" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/06/20110526_toxic_avenger_angst.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Fechando esse panorama, mais um francês, Simon Delacroix a.k.a The Toxic Avenger,  e seu segundo álbum, <em>Angst. </em>Nele, é ressaltada uma das já citadas características da cena maximal, o irresistível vocal picotado. É a tecnologia a serviço da criatividade: em músicas como as ótimas &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=xpRiZ-wX9M0">Angst One</a>&#8221; (com os conterrâneos do SomethingAlaMode), &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=t2dckmGyrmY">Angst Two</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pLZsMi3dn30">Angst Three</a>&#8220;, os vocais formam uma melodia que se desenvolve paralela à base. Hits certos! Recheado de participações, o apelo pop é outra marca do disco. Aí estão &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=orODOcI0zsQ">C.O.L.D.</a>&#8220;, com Bonjour Afrique, pra cantar de olhinhos fechados, bem como &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=76vuAxZucWs">Never Stop</a>&#8220;, com Robert Bruce, do South Central, de fazer <em>indie </em>chorar (não parece The Killers?); a delicinha &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JL3Y_ueDlsk">Alien Summer</a>&#8220;, que traz a norueguesa Annie, num registro que lembra a vizinha sueca e pop star em ascenção Robyn (te amamos, Robynzinha!). É claro que toda essa pegada pop também terminaria por produzir momentos inglórios, como a desnecessária &#8220;autotunice&#8221; que é &#8220;&#8216;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=g1r9n0sj8HM">Till The Wheels Falls Off</a>&#8221; (até nome de música farofa ela tem&#8230;), em que o flerte com o hip hop ultrapassa o limite do <em>cool </em>e chafurda na vulgaridade&#8230; Mas em seguida, vem o antídoto mais que perfeito na doce voz de Simone Elle Est Bone (?) em &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=S_aZ20Er6y0">Pleurer Les Garçons</a>&#8220;, uma das melhores de <em>Angst</em>. Afinal, quem resiste a um eletrônico cantado em francês? Vamos nos despedindo com a melancólica &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=brbiTJQuLtY&amp;playnext=1&amp;list=PLDD4948D468B80DF4">Outro</a>&#8220;, que deveria ser mesmo a última faixa, ao invés da (só) divertidinha &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=aEolW1x9O3k">N&#8217;Importe Comment&#8221;</a>. No geral, esse é o mais palatável dos três trabalhos, por sua aura pop, apesar (de novo) ser longo, com 16 faixas.</p>
<p>Ufa, quanta coisa! Bem, o que podemos ter certeza é que se alguém quiser fazer um hit parade maximal 2011, já temos bastante material com esses três. Bom saber que um estilo tão rico em referências continua bem vivo! Elenquem suas favoritas nos comments e vambora sacolejar na pista!</p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
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		<title>Amor Elétrico</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 02:54:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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		<description><![CDATA[Sabe aquelas banda que você gosta mas nem sabe direito o motivo? Então, é assim com Dirty Vegas, trio inglês que existe desde 2001, formado pelos DJs Ben Harris e Paul Harris e vocal de Steve Smith que conquistou certo sucesso na house music principalmente pelo hit “Days Go By” de 2003 e “One” de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sabe aquelas banda que você gosta mas nem sabe direito o motivo? Então, é assim com Dirty Vegas, trio inglês que existe desde 2001, formado pelos DJs Ben Harris e Paul Harris e vocal de Steve Smith que conquistou certo sucesso na house music principalmente pelo hit “Days Go By” de 2003 e “One” de 2004.</p>
<p>Acontece que esse trio, que sempre está gravando algum álbum (com uma pequena pausa entre 2004 e 2009), nem sempre tão relevante quanto os hits que entram nos Tops Parades  do mundo todo e tampouco os remixes para Justin Timberlake e Madonna, acaba de lançar um disco ótimo! Duplo, como tem acontecido com certa freqüência nesse momento de crise da indústria da música, sendo um de inéditas e outro de remixes do mesmo.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Dirty-Vegas-350x3501.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-522" title="Dirty Vegas" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Dirty-Vegas-350x3501.jpg" alt="" width="350" height="350" /></a>O disco 01 começa com a ótima “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8wALSRAuXaM">Little Withe Doves</a>”, algo bem contemporâneo que esse blog tanto gosta&#8230; É eletrônico, mas tem uma bagagem pop rock que faz a música ser ótima pra pista e perfeita pra fora dela. Tem refrão, gritinho, palminha e tudo para se tornar um hit.  Depois o disco se embala com “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=uHVSczcnQjE">Changes</a>”, ótima música também, com guitarras e percussões dignas de grandes bandas! “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1DAdrR9Txpk">Electric Love</a>”, faixa-título, é a música perfeita para pista de dança fina, tem voz distorcida, batida de catwalk e muito sex appeal. Aliás, não deixem de conferir o clipe no link (pra quem não reconhece a mocinha, é Jena Malone, atriz e cantora estadunidense). Depois o disco volta a ser pop do bom, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=12aqfgSR4VI">Emma</a>” é discreta e bonita, perfeita para uma trilha de filme de comédia romântica (#FIKDIK). Mas nada que “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=r85Or6KZwT8">Pressure</a>” não resolva&#8230; É pista cheia! Com efeitos de fade-in e fade-out, batida forte e explosão de fazer muito bate cabelo se envergonhar (pro bem, ok?). Vai ser com certeza muito tocada em Ibiza, terra na qual a dupla de dj´s sempre vão na temporada de house de verão do balneário&#8230;  “Round and Round” volta a ser o house chique; o disco se divide muito bem entre house e pop &#8211; dose perfeita! O destaque do disco fica por conta de “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=rgtgw61EBVo">Never Enough</a>”. De pop ela tem tudo, mas ela cai num “<em>indie</em> encontra house para um drink” que é delicioso! Remete a Cut Copy e toda a cena australiana que anda morando em nossos coraçõezinhos. “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=O0zugoxFeVQ">Weekend</a>” é a mesma coisa! Com o piano delicioso que explode num house cheio de raios de sol! Música pra acabar a noite (ou começar o dia) com aquele pilequezinho abraçando os amigos e indo de volta pra casa. E assim o disco acaba com “21st Century”, séria, pop a lá U2. É fim de disco mesmo.</p>
<p>O disco 02 é dividido em quatro versões de “Electric Love” e seis de “Changes”. Hum, podia mais&#8230; Mas em compensação não estragou as boas músicas que estão prontas para embalar o dancefloor. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_2FbDvIeXGY">Alex Tepper</a> faz uma versão de “Electric Love” boa, mas repetitiva, tirando os elementos mais legais da música. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=KdCIVEJs-6s">Paul Harris</a> consegue entender melhor (por que será?)  e faz um remix delicioso! O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8NdkmT6ODk8">Cassette Club</a> faz um remix mais catwalk ainda&#8230; Cheio de referências 70’s e, na minha opinião, o mais legal! <a href="http://www.youtube.com/watch?v=uz63FpHsTzE">Eli Escobar</a> faz o já esperado dele mesmo: um house novaiorquino obscuro e setentinha&#8230; Ou seja, perfeito! Quando chegamos em “Changes”, de cara nos deparamos com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eVv-0grH9zI">Felix Da Housecat</a>. Poderia estar isento de opinião, mas não dá pra ficar assim&#8230; É de longe o melhor remix do disco! Se não for a melhor música do Dirty Vegas. É a cara do Felix, batida seca, teclado distorcido, ênfase no vocal, dançante até pra quem não sabe dançar&#8230; Mike Monday me deu sono. Fez uma versão que não agrega nenhum valor à música e ainda faz ela ficar incompreensível. O Shiny Objects quase faz o mesmo, mas tem um tecladinho distorcido (foi mal, Felix) que salva qualquer situação&#8230; &#8220;Parabéns pra Você&#8221; com esse teclado virava top 01 da Bilboards! É house de praia, pool party e verão com drinks coloridos! Em outras palavras, paraíso. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yvZTneRqvyc">Julien Nolan and Red-Eye </a>foram pro minimal. Ponto. Em algum momento eles flertam com o house, mas voltam pro minimal. Ponto. <a href="http://www.youtube.com/watch?v=yvZTneRqvyc">Dj Ortzy Arena</a> pasteurizou a música e fez ela hit certo de boite de bancário. E o Mike Monday não desistiu e tentou de novo um suposto Dub. Pelo menos ele chama de Dub&#8230; É, já falei do Mike Monday, né?</p>
<p>Resumo da ópera: belo trabalho da banda! Quem quiser algo mais rápido nem perca tempo com o remix, o original vale mais pontos e vai fazer sorrisos aparecerem.</p>
<p><em>Antonio K.valo</em></p>
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		<title>4 shows de verão- Partes 3 e 4</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 02:38:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Electronica]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
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		<description><![CDATA[Fevereiro é mês de grandes shows também! No dia 3, tivemos o Vampire Weekend: pra quem não conhece, são quatro mocinhos que fazem um som punk-folk, com ares de música africana e música clássica ocidental. Ufa.. parece confuso, né? Mas funciona! E como&#8230; Os garotos de Nova Iorque surgiram na rede em 2007, e logo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fevereiro é mês de grandes shows também! No dia 3, tivemos o Vampire Weekend: pra quem não conhece, são quatro mocinhos que fazem um som punk-folk, com ares de música africana e música clássica ocidental. Ufa.. parece confuso, né? Mas funciona! E como&#8230; Os garotos de Nova Iorque surgiram na rede em 2007, e logo chamaram atenção com a mistura de referências, culminando com o estouro de hits como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=_XC2mqcMMGQ">A-Punk</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=P_i1xk07o4g&amp;feature=channel">Oxford Comma</a>&#8220;. Do disco de estréia homônimo , a africanidade surge óbvia em &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=9wHl9qRsMzw&amp;feature=channel">Cape Cod Kwassa Kwassa</a>&#8220;, bem como o barroco em &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KTjwXwl_be8">M79</a>&#8220;. Essa, aliás, caberia perfeitamente na trilha do filme &#8220;Maria Antonieta&#8221;, de Sofia Coppola, se o VW já existisse em 2006&#8230;. Em 2010, eles voltam com <em>Contra</em>, que, se não apresenta muitas novidades, confirma o talento dos caras. Além do hit &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=RfECHiihyrE">Cousins</a>&#8220;, destaco essa, que pra aquele que vos escreve, é sua melhor canção: a pérola &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vv4tIJKwesY">Diplomat&#8217;s Son</a>&#8220;, lindamente executada no Circo Voador, para minha surpresa! Com um qualidade de som muito superior à do show do <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2011/01/30/4-shows-de-verao-partes-1-e-2/">2DCC</a>, diga-se de passagem, o que vimos no palco foram 4 meninos (bem <em>college </em> mesmo, o vocalista parece nosso irmão mais novo&#8230;) com um excelente domínio de palco, afinação e um repertório bem escolhido de versões incrementadas: mais um elemento eletrônico aqui, um efeito vocal acolá, uma guitarreira adiante&#8230; Um show literalmente de excelência!</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/02/vampiresucks-24-de-37-449x300.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-507" title="vampire weekend" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/02/vampiresucks-24-de-37-449x300.jpg" alt="" width="449" height="300" /></a></p>
<p>Ps. Um aplauso especial para o baixista Chris Baio, sexy e divertido!</p>
<p>E, agora, vem a cereja do bolo, fechando o verão: LCD Soundsystem! Do projeto também nova-iorquino do todo poderoso James Murphy pode-se dizer, sem medo de errar, que está na lista dos mais relevantes da década. Quem nunca ouviu &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Cj8JrQ9w5jY">Daft Punk is Playing in my House</a>&#8221; levanta a mão&#8230; Ao lançar <em>LCD Soundsystem </em>em 2005, Murphy e sua trupe cristalizaram o termo &#8220;disco-punk&#8221; no imaginário musical, tornando-se representação máxima do estilo, influenciando muita coisa que veio depois. Agora no terceiro e supostamente último disco (snif snif), <em>This is Happening, </em>do qual falamos <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/09/21/top-5-albuns-2010-parte-2/">aqui</a>, eles estão mais do que garantidos no <em>hall </em>de nomões da eletrônica mundial. É interessante observar a trajetória do LCD: se em <em>Sound of Silver</em>, de 2007, nota-se uma evolução, o já citado último álbum parece ser o fecho perfeito. Os três discos se orientam pelo que me atrevo a definir como três eixos: as faixas mais diretamente <em>punk</em>, como &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fKYTFc13aHc">Give It Up</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ccW-yYHOCFY">Watch The Tapes</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1xT6cdfP_cM">Drunk Girls</a>&#8220;; as eletrônicas mais &#8220;clássicas&#8221;, caso de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JIH_CV1tMpw">Tribulations</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-Vz_01o6Nao">Get Innocuous</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=F8L1eXeIPG4">One Touch</a>&#8220;: e verdadeiras epopéias sentimentais, vide &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=8izpd-7QBBI">Great Release</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=dL79-7oo9Xc">All my Friends</a>&#8221; (que, ácida e carinhosamente, chamo de &#8220;U2 se fosse bom&#8221;) e &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=tW8FKkVnqng">I Can Change</a>&#8220;. A última faceta é minha favorita, embora, obviamente, na maior parte das vezes esses três eixos (inventados por mim) apareçam mesclados. Isso, aliás, é o que faz o LCD ser tão especial e é o que esperamos que vá nos encantar no palco do Vivo Rio (blergh) nessa quinta-feira. Se essa singela resenha não te fez correr pra comprar o ingresso, lembre-se que muito provavelmente é sua última chance: eles já marcaram o derradeiro show para abril. Tá esperando o quê?</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/02/lcd-soundsystem1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-511" title="lcd soundsystem" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/02/lcd-soundsystem1.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
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		<title>4 Shows de Verão &#8211; Partes 1 e 2</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 19:12:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recentemente falamos aqui sobre o bom momento do Rio de Janeiro em relação aos shows de bandas internacionais. Em grande parte, isso vem acontecendo pela louvável iniciativa do &#8220;Queremos&#8220;, um grupo de cariocas que, como nós, cansou de ver a Cidade Maravilhosa ficar de fora do circuito das  bandas gringas. A temporada 2011 já foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente falamos <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/12/02/flying-circus/">aqui</a> sobre o bom momento do Rio de Janeiro em relação aos shows de bandas internacionais. Em grande parte, isso vem acontecendo pela louvável iniciativa do &#8220;<a href="http://www.queremos.com.br/show/13-LCD-Soundsystem">Queremos</a>&#8220;, um grupo de cariocas que, como nós, cansou de ver a Cidade Maravilhosa ficar de fora do circuito das  bandas gringas. A temporada 2011 já foi aberta. Em 14 de janeiro, tivemos o fofo Mayer Hawthorne, branquelo estadunidense de apenas 31 anos, mas que canta com tanto <em>soul </em>quanto um experiente negão da Motown, cujo show foi <a href="http://www.oesquema.com.br/urbe/2011/01/17/mayer-hawthorne-encanta-o-rio.htm">elogiadíssimo</a> por todos que viram (os orelhudos aqui perderam, aff&#8230;) Se você não conhece, não perca o ótimo<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pBKx8PyE5qQ"> </a>clipe de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pBKx8PyE5qQ">Just Ain&#8217;t Gonna Work Out</a>&#8220;,  &#8221;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=mpfcydeSGeo">Maybe So, Maybe No</a>&#8221; e a intensa &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=0Ijx-YtbYLg">Green Eyed Love</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/01/TwoDoorCinemaClub320x2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-496" title="TwoDoorCinemaClub" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2011/01/TwoDoorCinemaClub320x2.jpg" alt="" width="320" height="227" /></a>Hoje temos o Two Door Cinema Club, banda-revelação que vem da insólita Irlanda do Norte. Os caras tocaram ontem no <a href="http://www.mecafestival.com.br/">Meca Festival</a>, em Atlântida, No Rio Grande do Sul, bem como o Vampire Weekend, que também vem pro Rio e de quem falaremos em breve. A imprensa andou chamando a vibe deles de &#8220;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/865790-two-door-cinema-club-faz-micareta-indie-em-festival.shtml">micareta indie</a>&#8220;. Ironias à parte, a vontade que dá quando <em>Tourist History, </em>seu único disco,  começa, com &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=It5lqXOqC6U">Cigarrettes in the Theatre</a>&#8220;,  é bem de pular mesmo! O 2DCC faz parte mesmo dessa safra de bandas <em>uplifting, </em>que veio dar uma agitada na cena <em>indie </em>nos últimos anos. E às vezes dá a impressão que os caras deram um pulinho em nosso nordeste, como na quase-lambada &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=1PorW3y5n1w">Something Good Can Work</a>&#8220;, que ganhou bom <a href="http://www.youtube.com/watch?v=67nb0k4ZZaA">remix</a> dos brazucas Twelves e no frevo da já citada faixa de abertura. Mas eles não são só isso:  A bela &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=68wR7wczxZA">Do You Want It All</a>&#8221; emociona com seus jogos vocais, que aparecem também no hit &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=bJDCMth8poM">I Can Talk</a>&#8220;. As faixas são contagiantes e  boas pra pista. Resta saber se, ao vivo, o trio empolga. Amanhã a gente conta&#8230; hehe</p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
<p><strong>UPDATE:</strong></p>
<p>O show do 2DCC é micareta <em>indie </em>mesmo! No melhor sentido, claro: muita animação, dancinhas, palminhas ,etc&#8230; Como tem sido nos shows da era pós-internet, todo mundo (todo mundo mesmo) canta cada música a plenos pulmões. O fato de não haver disco lançado por aqui foi irrelevante mais uma vez (o deles, aliás, está para sair, pela interessante gravadora LAB344, que vem lançando vários artistas alternativos aqui, num sopro de criatividade para a moribunda e anacrônica indústria fonográfica). Ao contrário do que se escutou por aí, os caras arrasam no palco, cantam bem, introduzem efeitos novos nas músicas e têm presença de palco. Além disso, estavam visivelmente felizes de fazer seu primeiro show próprio no Brasil (no sul, participaram de um festival). Apresentaram canções inéditas boas (ou foi uma só? ajudem-me, pessoas que foram) e, pra fechar com chave de ouro, no bis, levaram o público ao delírio com um cover de &#8220;<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VH4WPceT9EI">Last Nite</a>&#8220;, do Strokes, que no fundo, é irmão mais velho de toda essa geração que tirou o <em>indie</em> do pessimismo dos 90. Excelente! Que venha o segundo disco!</p>
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		<title>Flying Circus</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 21:25:43 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem, assim como nós, mora no Rio de Janeiro e gosta de boa música, sabe que a relação de nossa cidade com shows internacionais é conturbada. Muitos artistas vão pra São Paulo e, às vezes, até outras cidades, e não passam por aqui. (Vide o excelente festival Planeta Terra, que aconteceu há poucos dias, de cujo <em>line-up</em> não respingou um mísero <em>pocket-show</em> por aqui&#8230;) O fim do TIM Festival, que, na esteira de seu antecessor Free Jazz, trouxe até 2008 uma série de excelentes shows para terras cariocas, nos deixou mais ainda a ver navios. Porém, uma casa de shows vem se destacando por aqui, firmando-se como foco do que há de mais relevante na cena musical alternativa do mundo: é o Circo Voador, de quem vamos falar nesse texto.</p>
<p>Com uma localização privilegiada, no coração do Rio de Janeiro, encostado nos Arcos da Lapa, o Circo foi cenário, nos últimos anos, de shows memoráveis, juntando multidões de espectadores ávidos por boas novidades musicais. Podemos apontar como marco dessa nova fase o impecável show do Franz Ferdinand, em 2006. De lá pra cá, passaram muitos outros artistas, como Sebastien Tellier, Cat Power, Friendly Fires, e, há poucos dias, Belle &amp; Sebastian, de quem sentíamos saudades desde o já citado Free Jazz, nos idos de 2001. Mas destaco como momentos-auge do Circo três duplas que arrasaram por lá, os franceses Justice e Air e os canadenses do Crystal Castles.</p>
<p>Gaspard Augé e Xavier de Rosnay, o Justice, dispensa apresentações, basta dizer que os caras praticamente estabeleceram uma “escola”. Depois deles, <em>maximal </em>e <em>french touch </em>ganharam outros significados. Com toda pompa, incluindo um paredão de caixas de som e a enorme cruz luminosa, ao vivo eles parecem ainda mais “irmãos menores” do Daft Punk, seus conterrâneos. Um show pra não ficar parado um minuto, bem como o furacão Crystal Castles, composto por Ethan Kath e Alice Glass, show esse que foi inclusive pedido por aqui. Obrigado, Circo! Pouco mais de uma hora de pancadão, luzes, gritaria e jogação da louca Alice. Catarse total! A sensação pode se traduzir na frase que me ocorreu logo após o show: “O punk em 2010 é isso!”</p>
<p>Da França também vieram Nicolas Godin e Jean-Benôit Dunckel, o AIR, dupla que integra o panteão de grandões da eletrônica, com uma apresentação que foi o supra-sumo da elegância, como era de se esperar, numa catarse inversa ao do Crystal Castles, uma espécie de êxtase surrealista, mar de sonhos representado pelo telão com imagens indescritivelmente belas que atravessavam os corpos lânguidos dos moços&#8230; Puro deleite!</p>
<p>Além dos artistas de primeira linha, o Circo possui uma aura descontraída na medida certa e sua arquitetura remete a um lugar aberto, além de possibilitar boa visão do show independente da distância do placo e da casa lotada, o que torna o espetáculo ainda mais interessante. Sem falar no já clássico <em>frozen</em>, que vira muitas cabeças por lá&#8230; hehehe</p>
<p>Estes elementos fazem com que cada noite lá proporcione uma sensação de “Rio que dá certo”, renovando nossa esperança nessa cidade ambígua e enlouquecedora. Torçamos para que esse boa fase se perpetue, aguardando novos momentos inesquecíveis de muita música boa!</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/12/CircoVoador.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-482" title="CircoVoador" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/12/CircoVoador.jpg" alt="" width="368" height="274" /></a></p>
<p><strong>Panis Et Circenses</strong></p>
<p>O Circo Voador foi a grande revolução da noite carioca&#8230; Aberto em 1982, na explosão do Rock Brasil e com o Rio de Janeiro no ápice de sua produção cultural, o Circo serviu de picadeiro para todas as bandas da época mostrarem seus trabalhos. Foi experimentalismo de tudo! Quase que um Woodstock com delay de quase 20 anos!</p>
<p>Essa história começa no Arpoador, no verão de 82. Foi inicialmente palco para o teatro novo que começava a dar passos na cidade; com grupos como Asdrúbal Trouxe o Trombone e outras companhias como Banduendes Por Acaso Estrelados, Vivo Muito Vivo e Bem Disposto e Corpo Cênico Nossa Senhora dos Navegantes. Esses grupos e mais os Manhas e Manias, Ombu e Abracadabra, na tarde de 15 de janeiro, uniram quinhentos artistas e formaram a primeira <em>Surpreendamental Parada Voador. </em>Foi uma das atuações artísticas mais fortes dos últimos anos da ditadura, que diziam ser de uma juventude que já estava alienada&#8230; No mesmo ano, em outubro, o Circo já ganhava sua sede na Lapa, num local que antes era um terreno baldio em que foram plantada 54 palmeiras imperiais para se unir à lona branca característica da trupe.</p>
<p>Além de projetos sociais que existem até hoje, o Circo foi o primeiro palco para muitas bandas brasileiras e teve sua lona fechada em 1996 pelo prefeito Cesar Maia. Somente em 2002  a Associação Circo Voador conseguiu com ações populares ter o direito de voltar a ser um espaço artístico, e em 2004 um projeto foi desenvolvido para atender a nova cara do espaço.</p>
<p>Projeto esse que esses orelhudos aqui apreciam muito, primeiro pela localização, mas principalmente pelo ar descontraído que é tão a cara do Rio de Janeiro, depois pela acústica que é muito boa e principalmente pelas atrações que fazem de lá um local mágico (assim como já dito pelo Orelhudo acima.)</p>
<p>Uma das novas possibilidades do Circo tem sido as festas que invadem a cidade. Assim como já sabemos e muita gente do eixo Rio-SP tem repetido com freqüência, o Rio pode até não ter a noite de Sampa ou a quantidade interminável de casas interessantes, modernas, tradicionais e etc&#8230; Mas o Rio tem festa! Tão melhores que as de SP que quase todas estão excursionando por lá&#8230; E no Circo algumas tem feito edições muito interessantes, como a Eletro Shake que foi cama para o show do Crystal Castles (também já citado pelo outro orelha&#8230;).</p>
<p>Fiz uma pequena entrevista com LouLou Chavarry, produtora da festa, sobre o Circo:</p>
<p>K.valo: Para você que é produtora de festa, freqüentadora de noite e trabalha normalmente com casas noturnas, o que vê de diferente em produzir algo no Circo? Você vê vantagens?</p>
<p>loulou: O Circo Voador é um lugar incrível, cheio de magia. Freqüento o Circo há quase 20 anos, e vi muitos shows maravilhosos lá. O que difere o Circo Voador dos Clubes, além do tamanho, é o clima. Clube tem aquela atmosfera mais inferninho, mais intimista. O Circo tem a pegada para show. A vantagem do Circo sobre os Clubs é a estrutura para receber uma banda. Mas curto muito os 2 ambientes. E gosto de trabalhar nos 2.</p>
<p>K.valo: Como a noite carioca se encontra meio sem força, com casas fechando, quase nenhuma abrindo, você vê no Circo um espaço favorável para &#8220;noite-além-show&#8221;?</p>
<p>loulou: Sim, vejo o Circo como um espaço favorável para noite-além-show. Mas é necessário fazer algumas adaptações no espaço para uma &#8220;festa&#8221;.</p>
<p>K.valo: Qual foi seu maior êxito no Circo? Algo que você tenha ficado super contente em ter feito lá&#8230;</p>
<p>loulou: Eu trabalhei em 3 ocasiões no Circo Voador. Produzi e promovi, junto com o Raoni Martins, a comemoração de 4 anos das festas Shout! e ElectroShake, com o show da banda canadense Crystal Castles, promovi o show do Air e fiz a produção geral no Rio do evento The Way We Run, da Converse, onde 1 dos 7 eventos do projeto foi realizado no Circo. Montamos uma rampa linda de skate no meio da pista do Circo, e atrás da pista, no palco, o pau comia com show da banda Carbona.  Os 3 eventos foram de grande êxito para mim, não dá para escolher 1 só. =)</p>
<p>Por essas e outras que achamos a casa uma das melhores no Rio de Janeiro. E se o povo quer Pão e Circo, ainda tem todo um trabalho social que eles fazem com meia entrada com a doação de 1 kg de alimento ou um livro na compra do ingresso.</p>
<p>Vida longa ao Circo e que outro prefeito não venha com choques de ordem fechando tudo que tiver pela frente&#8230;</p>
<p><em>Anotino Kvalo e Gibran Teixeira</em></p>
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		<title>Top 5 àlbuns 2010 Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 01:14:11 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>“Bem, como já cansei de repetir, é difícil hoje escutar um álbum que te prenda de fato do começo ao fim. Por isso mesmo, os citados aqui têm ainda mais valor.” Esse era o pensamento que eu tinha antes de começar a selecionar os 5 melhores àlbuns de 2010 até agora.. No fim, cheguei a uma lista de mais de 10. Mais difícil ainda! Enfim, sem mais delongas, vamos a eles:</p>
<p>Em 5º lugar, vou copiar o Antonio e estabelecer um empate: Puro descaramento, mas não posso deixar de falar do LCD Soundsystem e seu terceiro e já desmentido último disco, <em>This is Happening</em>, que dispõe da glória típica de (bons) terceiros discos: equlíbrio. Esse é um trabalho redondo, perfeito, sem arestas. Ninguém sabe fazer músicas de 8 minutos soarem tão pop como James Murphy e sua trupe. Vide a deliciosa evolução de “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=OoA0cTC228M">Dance Yrself Clean</a>”, a épica “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MLPeQ9U_f-0">All I Want</a>” e a irônica “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vZiFZ4P_foI">You Wanted a Hit</a>”. Coincidentemente, escolhi pra completar o quinto lugar uma galerinha do Brooklyn (onde mais?) chamada Sleigh Bells, que vai sair em turnê nos EUA e na Inglaterra junto com eles e com o Hot Chip, agora no segundo semestre. Trinca de ouro! Pupilos da M.I.A., a banda lançou em maio pela gravadora da moça sua estréia <em>Treats</em>. O Brooklyn vem se destacando como o celeiro das experimentações <em>indietrônicas </em>e dessa vez, com os vocais fofos e a fluidez típica da cena, convive um batidão nervoso! Misto de <em>noise </em>com pancadão, o Sleigh Bells por vezes lembra a madrinha M.I.A.e Peaches, como em “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=5bcLWZY7kAQ">Kids</a>”, outras soa como um irmão do Crystal Castles que ao invés de escutar punk, foi pro baile funk. As faixas dão vontade de rebolar e quebrar tudo, com esporádicas saraivadas de guitarras&#8230;  Ouça “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=aA9LyxbA6GI">Run The Heart</a>” e “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ViBt55HRkXw">Crown On The Ground</a>”. Impactante.</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Sleigh-Bells-Treats-album21.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-465" title="Sleigh Bells-Treats" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/Sleigh-Bells-Treats-album21.jpg" alt="" width="270" height="269" /></a><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/jonsi-go_front21.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-466" title="jonsi-go" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/jonsi-go_front21.jpg" alt="" width="270" height="266" /></a></p>
<p>Para o 4º lugar, escolhi um oriundo da terra com a maior densidade de música boa do planeta: a Islândia. Como pode de um lugar tão pequenino e ermo sair tanta gente talentosa?! Deve ser o gelo&#8230; (vide os irmãos da Escandinávia, de quem já falamos <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2009/05/19/a-quarta-onde-do-bacalhau/">aqui</a>). Refiro-me ao megafofo Jónsi, vocalista do fenomenal Sigur Rós, que em sua estréia solo <em>Go</em>, alterna canções em inglês e islandês e, seguindo a linha do SR no último disco, <em>Með suð í eyrum við spilum endalaust</em> (2008), apresenta canções mais esperançosas, coloridas, até alegres, como “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=T6HjT4SQKJI&amp;ob=av2e">Go Do</a>” e “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Tj8RZ8TOa4I">Animal Arithmetic</a>”. A única diferença marcante para o Sigur Rós seja talvez, além do idioma (eles têm apenas uma música em inglês, “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=XmQuIsDnQ3k">All Allright</a>”), a duração das faixas, mais curtas, o que faz com que o disco passe rápido e gostoso. A intensidade continua lá e os miados que a gente aprende a amar também, como nas belíssimas “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=xOd9zWdH2dQ">Tornado</a>”, cantada com um sotaque charmoso, e “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=BkX9EC3AvTg">Hengilás</a>”.</p>
<p>O 3º lugar vocês já conhecem, é o sueco do Familjen com seu segundo e surpreendente disco, <em>Mänskligheten</em>, falei dele <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/06/10/familjen-manskligheten/">aqui</a>. Do 2º lugar, acabei de falar, são os ingleses do We Have Band com <em>WHB</em>. Leia <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/09/01/yes-nos-temos-banda/">aqui</a>.</p>
<p>E finalmente, o campeão.</p>
<p>A música eletrônica tem alguns headliners, aqueles artistas de quem temos a impressão de que vão existir pra sempre. Muitos anos de carreira, vários álbuns, inúmeros hits&#8230; Podemos citar Chemical Brothers, Basement Jaxx, Daft Punk, entre outros. De vez em quando, esses caras lançam “aquele” álbum, que faz a gente lembrar porque eles são grandes. Pois bem, é o caso do Groove Armada, que simplesmente chocou (pelo menos aqui no Orelha hehe, vide <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/06/27/o-melhor-disco-rock-de-musica-eletronica/">nossa resenha</a>) com o melhor álbum de sua carreira, disparado. Arriscando um palpite de como foi concebido o sensacional <em>Black Light</em>, imagino Andy Cato e Tom Findlay combinando entre eles: “Bora fazer o que essa rapaziada nova tá fazendo, só que melhor?”. E é isso mesmo que eles fazem, entregam uma série de boas faixas com um “contemporâneo” sabor 80 delicioso, com um batalhão de convidados, entre eles o ícone Brian Ferry (sempre ele!) em “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nK-rmdHtiX0">Shameless</a>”, e Nick Littlemore, do PNAU e do Empire Of The Sun. Curiosamente, a faixa com mais sabor “<em>synth-pop</em> australiano” não tem os vocais dele, mas dos ingleses <em>hypados</em> do Fenech-Soler. É “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=74cQF2ebgOM&amp;ob=av2e">Paper Romance</a>”, sucesso garantido nas pistas e uma das melhores do àlbum. Tem até <em>new-disco</em>, com “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=lpBS3T8oXBk">History</a>”, faixa que fecha em grande estilo esse indispensável álbum.  O GA realizou a proeza de lançar um disco que ao mesmo que não parece seu som habitual, tampouco tem cara de forçação de barra. Melhor álbum de 2010 até agora, com louvor.</p>
<p>Ps. Não vou dormir em paz se não fizer menção honrosa aos “eliminados” na seleção final. Aí vão: <em>Black Noise</em>, de Pantha Du Prince; <em>Odd Blood, </em>do Yeasyear; <em>From a Forest Near You</em>, do Tetine; <em>The Drums</em>, do The Drums; <em>Dust</em>, da rainha Ellen Allien e <em>Strange Weather, Isn&#8217;t It</em>, do !!! (Chk Chk Chk).</p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
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		<title>Top 5 àlbuns 2010 Parte 1</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Sep 2010 00:07:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Quando pensamos em fazer um top 5 do primeiro semestre de 2010 com as bandas e discos que foram realmente importantes para nós, pensamos em mil coisas; fazer simplesmente um ranking, colocar só as músicas, cantores, projetos, enfim&#8230; Eu, que talvez seja o mais cri cri em se tratando de listas, nem consegui chegar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando pensamos em fazer um top 5 do primeiro semestre de 2010 com as bandas e discos que foram realmente importantes para nós, pensamos em mil coisas; fazer simplesmente um ranking, colocar só as músicas, cantores, projetos, enfim&#8230; Eu, que talvez seja o mais cri cri em se tratando de listas, nem consegui chegar a uma conclusão do que escrever e ainda deixei os amiguinhos confusos. (Foi mal aê!) Tudo porque tenho ouvido muita coisa antiga, muitos projetos paralelos e um bando de coisa que não interessa a ninguém. Então resolvi fazer um mix de tudo sendo salvo pelos dois que vão se empenhar em colocar o Top of the Top (tô confiando, hein?).</p>
<p>Então lá vai! Fazendo em contagem regressiva (para criar todo um suspense), em quinto lugar fico com um empate técnico entre Chemical Brothers – <em>Further</em> e Basement Jaxx – <em>Zephyr</em> (Esse último lançado em 2009 quase 2010, então também ajudei ele a passar hehe&#8230;). Coloquei os dois juntos e em último lugar da minha lista para que sobrasse espaço para outras coisas, mas não deixassem de ser citados. Primeiro pela relevância gigante que as duas bandas têm na música eletrônica mundial e por realmente serem seus últimos álbuns muito bons! No caso do Chemical, o disco é muito bom, segue a linha que eles sempre fizeram, sem grandes surpresas e com pouca modificação desde os idos de 1993. Mas ainda toca o meu coraçãozinho e ainda faz parte das minhas loucas paixões. Peço encarecidamente que prestem muita atenção em “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=CCp_3zw-CxA&amp;ob=av3e">Swoon</a>”. É linda, tem alma, começo-meio-e-fim e uma vibe de pista que só esses nerds de Manchester conseguem fazer. Já <em>Zephyr</em> é um disco muito diferente do que costumamos ouvir se tratando de Basement Jaxx. Claro que você identifica o trabalho dos caras muito que instantaneamente pelas referências étnicas (aqui explorando uma onda chinesa&#8230;), pela grandiosidade orquestral em algumas faixas e pela base no jazz. Mas o disco é o trabalho deles mais maduro que se tem notícia. É menos <em>funny</em>, tem menos vocal e é maravilhosamente impecável!</p>
<p>Em quarto lugar coloco a estréia maravilhosa do We Have Band, que nem vou me prolongar, para que vocês leiam a crítica recém publicada <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/09/01/yes-nos-temos-banda/">aqui</a>. Em terceiro venho com a diva <em>black</em> Erikah Badu com <em>New Amerykah PT 02 – Return of the Ank</em>. A mocinha estava um tempo sem gravar e um amigo explicou a ela, que agora mãe e sem muito tempo e ânimo para sair de casa, que era possível gravar em casa com a ajuda de um computador. Aí, presenteou-a com a máquina e quem ganhou realmente foi a gente com uma trilogia (que ainda está no número 2) muito foda! O primeiro, <em>4th World War</em>, já era muito bem produzido, com músicas lindas e uma vibe hip hop do bem, street e soul. Mas o segundo é muito mais tocante, mais denso e repleto de letras lindas&#8230; Diz a madame que o primeiro disco seria o lado da razão do cérebro (direito ou esquerdo, não sei&#8230;) e o segundo o lado da emoção. E é! Vamos ver como termina esse projeto e esperar só o melhor de uma das vozes mais bonitas que ouvi nos últimos tempos.</p>
<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/robyn-body-talk-1-300x2971.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-454" title="robyn-body-talk-1-300x297" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/robyn-body-talk-1-300x2971.jpg" alt="" width="300" height="297" /></a>Com a medalha de prata, temos Robyn e seu primeiro disco de uma triologia (de novo? hehe&#8230;) que promete intitulada <em>Body Talk</em>. A sueca, que participa de projetos de bandas, tenta uma explosão pop, de vez em quando cai numa balada romântica e ainda faz cover de Björk com maestria: parece ter achado sua razão de viver (ou de cantar). Eu sempre gostei da loirinha <em>a la </em>Roxette, mas sempre tive um pé atrás com muitas músicas dela. Mas esse disco, em especial, está muito bom! Repetindo minha frase do momento, “o mundo sem produção é chato”! E parece que ela também acha isso e chamou a nata do eletrônico para dar uma mãozinha. Começando pelo Röyksopp, que se já não bastasse chamar a menina para cantar em seu álbum, ajuda em algumas faixas e produz outras. Os meninos do Hot Chip também dão uma forcinha e dão uma cara mais agressiva para a voz angelical dela. É sem sombra de dúvidas um grande disco e a libertação dela das amarras da indústria fonográfica. Aguardando ansiosamente pela continuação do projeto.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-442" title="royksopp senior" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/1282338941_royksopp-senior-2010.jpg" alt="" width="280" height="280" /></p>
<p>E em primeiríssimo lugar, não poderia ser outra banda a não ser os já citados algumas vezes nesse blog (e nesse post também) Röyksopp. Como a onda agora é projeto, eles não podiam estar de fora, e lançam a continuação do Junior, de 2009, <em>Senior</em>. E os títulos vêm a calhar, o primeiro é realmente início, princípio, novo, imaturo, enquanto seu sucessor é dramaticamente adulto! Eles sempre emocionam, é eletrônico com alma! Mas acredito que eles se superaram agora. Tem a continuação de “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=w2ci4WAD2zo">Tricky Tricky</a>” (“<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6ypmorgxBXY">Tricky Two</a>”), “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=GTzNCK83tTg">The Alcoholic</a>” e “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=UoMxO8TNowU">The Drug</a>” (sugestivos e emocionantes) e mais todo um disco que é uma obra prima! Detalhe, enquanto o <em>Junior</em> é cheio de participações (Robyn, Karin Dreijer, entre outros) o <em>Senior</em> não tem nenhum vocal! É o único projeto aqui citado que teve seu fim já, e, como esperado, um final muito feliz!</p>
<p><em>Antonio K.valo </em></p>
<p>Ps. Semana que vem tem o Top 5 Gibran e em seguida o Top 5 Thiago.</p>
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		<title>Yes, nós temos banda!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 03:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Electronica]]></category>
		<category><![CDATA[Rock]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/we-have-band12.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-425" title="we have band" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/we-have-band12.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Em tempos de enxurrada de novos artistas e em que o próprio conceito de álbum vem sendo questionado, ainda existem raros casos de bandas que estreiam com discos de fôlego. É o caso do We Have Band, cujo <em>debut WHB</em>, com respeitáveis 12 faixas que se sustentam, é uma das melhores novidades desse 2010. O trio inglês formado pelo casal Thomas e Dede WP e Darren Bancroft mostra um material de fôlego, articulando várias referências, sem soar descaracterizado nem atirando pra todo lado, o que talvez seja o principal pré-requisito na música hoje, quando “tudo já foi feito”.<a href="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/whb_black.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-415" title="whb" src="http://orelha.bitsmag.com.br/wp-content/uploads/2010/09/whb_black.jpg" alt="" width="320" height="320" /></a></p>
<p>A solene e fofa “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=NoAkDeESAiE">Piano</a>” abre devagarzinho o disco, que começa a esquentar mesmo em “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ib8isDJtv1w">Divisive</a>”, que ainda vai fazer muita gente repetir “<em>you take me out this way</em>” e “<em>we’re aaaaaallllll divisive”</em> várias vezes&#8230; Os vocais do grupo são um capítulo à parte: Enquanto Thomas apresenta um timbre suave, Darren tem um registro ao mesmo tempo poderoso e levemente enfadonho que por vezes lembra LCD Soundsystem, ou The Presets, como em “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=MTxcVi6i4Z0">Buffet</a>”.  Em outros momentos, estamos diante de uma espécie de Ting Tings ao contrário, a doce voz de Dede fazendo o contraponto, vide “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KtapijB0ECM">Love,What You Doing</a>”. Aliás, as aparições da moça são sempre eficientes, enriquecendo ainda mais as melodias: “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=b1JNnmF5lYo">Honeytrap</a>” já empolga de cara, mas quando a moça entra, no segundo minuto, a faixa pega de jeito.</p>
<p>O single “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=nQUC5WbCSrg">Oh!</a>” é um hit daqueles que não te deixam parado e um belo exemplo do jogo de vocais do trio, bem como “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=uYdptDcG-v4">How to Make Friends</a>”, marcadamente percussiva, bem a gosto da <em>indietrônica</em> atual. Já “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=SKZYOmI0F-8">Hear It In The Cans</a>”, cuja base lembra “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=M8Jth4UtsY0&amp;ob=av3e">Emerge</a>”, do Fischerspooner, foi destaque na coletânea <a href="http://orelha.bitsmag.com.br/2010/07/08/orelha-que-veste-2-kitsune/">Kitsune </a>nº6, no longínquo 2008 e é uma das melhores do disco, enquanto “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=y0mxQG5ZF_4">Centerfolds &amp; Empty Screens</a>” emociona ao trazer Darren cantando com mais potência do que nunca sobre uma rica camada de elementos. “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JtGJ1lD23-U">You Came Out</a>” é todinha de Dede, um disco-punk beeem pop, delicinha que segue a trilha do NYPC e afins&#8230; Finalmente “<a href="http://www.youtube.com/watch?v=x78Juoj-UPs">Hero Knows</a>” fecha o disco com aquela grandiosiade oitenteira de <em>synthpop </em>sério, em que a gente adora acreditar.</p>
<p>Nesse disco, não há faixas irrelevantes: são todas muito boas. E para o WHB, a pecha de “parecer um monte de coisa” não faz mal algum: é a típica banda que quando toca na pista sempre tem alguém que diz: “o que é isso mesmo?”, mesmo sem conhecer&#8230; Esperemos (e torçamos) para uma longa vida útil, e quem sabe, daqui a pouco vamos falar de novas bandas: “parece We Have Band&#8230;”</p>
<p><em>Gibran Teixeira</em></p>
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